5 tendências de marketing para o mercado criativo em 2026

5 (Cinco) Tendências de IA para o Mercado Criativo em 2026

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Se você acompanha minimamente o mercado criativo, já percebeu que não estamos diante de mais uma “tendência”. A Inteligência Artificial chegou em definitivo e não vai mais embora.

Digo que o que está acontecendo neste momento é como um reajuste de placas tectônicas, uma revolução da criatividade que vem estremecendo o que antes parecia consolidado. E, como em todo movimento disruptivo na história, há os que vão aproveitar a onda e há os que vão jurar que é só uma marolinha, até serem afogados.

O jogo mudou para sempre. E isso não é de todo ruim. O que antes era diferencial virou ponto de partida, o que era caro virou básico e o que era “profissional” pode ser replicado por prompts em minutos. 

Mas isso não é uma ameaça. Pelo contrário, é um convite. Um convite para assumir o volante, em vez de ser apenas espectador passageiro. 

Vem junto comigo explorar as 5 principais tendências de IA (Inteligência Artificial) para a criatividade em 2026, segundo levantamento da Artlist.

 

1. A terceira onda de democratização

As duas primeiras ondas de democratização foram fáceis de entender. 

A primeira foi a das ferramentas tecnológicas, que permitiram a qualquer pessoa criar. Softwares gráficos, bancos de imagem, efeitos prontos… tudo isso facilitou a entrada de pessoas em um mundo antes analógico e artesanal, que vivia à base de fotolitos, colagens e criação à mão livre. 

A segunda, a das plataformas, permitiu a qualquer pessoa publicar. Sem conhecimento de programação, pessoas comuns podiam compartilhar suas fotos, ideias e projetos gráficos instantaneamente com o mundo.

Agora chegamos a uma fase realmente poderosa, a da inteligência. Uma fase onde qualquer pessoa pode pensar, construir e criar com máquinas que pensam junto e entregam em tempo real.

Neste sentido, a IA resolve dois problemas: o da falta de tempo e o da dificuldade técnica em ter produtos visuais com acabamento profissional, algo antes reservado aos grandes orçamentos. 

Mas esta facilidade pode iludir. Será que só saber pedir uma arte profissional faz de alguém um criativo? 

Quando a estética deixa de ser uma barreira e a qualidade técnica deixa de ser diferencial, o que sobra como valor competitivo é o que está em você: seu porquê, sua estratégia e sua visão.

O diferencial volta a ser humano.

 

2. Velocidade criativa e o novo workflow

O processo linear tradicional morreu, sem velório e sem enterro. E, em seu lugar, vivenciamos hoje um processo circular e não sequencial.

Se, antes, partia-se de um briefing para pensar a estratégia, orientar a criação e a produção (baseado nas limitações de orçamento) e submeter o produto visual final à aprovação para, só então, lançar ao mercado, hoje as coisas são diferentes.

Do briefing e da estratégia, parte-se diretamente para a ideação e geração de produtos visuais com ferramentas de IA generativa, lançando sem atrasos, refinando, testando e validando a medida em que se disponibiliza ao público. 

Campanhas que levavam semanas para serem lançadas já podem ser finalizadas, postas à prova e validadas em questão de dias.

As ideias ousadas deixaram de ficar no papel ou na gaveta. Times produzem de 5 a 10 vezes mais conteúdo com o mesmo esforço e é possível prototipar e testar conceitos rapidamente, agilizando o tempo de decisão.

O valor deixa de estar na simples geração e passa a estar em saber decidir rápido e com clareza.

 

3. A ascensão do Diretor Criativo de IA

Com a facilidade de acesso às ferramentas de IA generativa, a execução virou commodity. E, quando isso acontece, outras habilidades precisam existir para destacar e diferenciar.

Neste sentido, o mercado não procura mais por quem apenas sabe usar ferramentas, mas por quem domina a direção. Quem sabe o que precisa ser transmitido e como transmitir. Visão, curadoria e empatia são competências humanas que não serão substituídas pela inteligência artificial, capaz de simular cenários, mas não de dizer por que eles importam.

A IA copia estilos e replica emoções, mas não entende de pessoas. E esta conexão é o que faz uma ideia se tornar memorável ou não. É a tão humana empatia que permite entender os efeitos de uma mensagem no outro.

Profissionais criativos que entendam que não é a profissão, mas as tarefas, que estão sob ameaça e consigam unir estas competências serão cada vez mais necessários.

 

4. Autenticidade 3.0: a vez da transparência

Com feeds lotados de conteúdo produzido por IA, algo curioso aconteceu: não basta mais parecer real. É preciso ser intencionalmente real.

Numa época de crise na confiança, onde a percepção da realidade pode ser criada com prompts, a transparência passa a ser cada vez mais valorizada. 

Mostrar o processo não é fraqueza, mas estratégia. Assumir a imperfeição não é erro, mas assinatura. É melhor ser um estranho sincero do que ser perfeito artificialmente. 

E, no meio disso tudo, marcas que assumam a sinceridade e criadores educadores, que tragam sentido a este caos, serão bolhas de confiança no mar infinito de conteúdo perfeitinho demais.

 

5. Figital: experiências reais amplificadas

A última tendência da lista também trata de conexão. 

Em um mundo cada vez mais saturado de estímulos e carente de significados, enquanto os feeds se enchem de conteúdo automatizado e impessoal, mais e mais pessoas se cansam do digital e buscam experiências reais, humanas e autênticas. Para as marcas, a resposta a isso é radical: escapar da tela e criar momentos e memórias que os algoritmos não conseguem fabricar.

Promover experiências, no Marketing, não é nada novo, mas o papel deste ativo estratégico está mudando. Enquanto todo mundo briga por atenção no digital, a experiência presencial compartilhada passa a ser uma maneira significativa de conectar pessoas e marcas e gerar impacto emocional. 

Microeventos imersivos e hiper personalizados, com envolvimento e participação ativa dos convidados são memoráveis e têm alto valor emocional, para muito além da mera exposição de marca. Ações que são vividas e que acabam sendo compartilhadas por criarem momentos reais, ilhas físicas no oceano de ruído, histórias que as pessoas querem contar.

A era “figital”, onde a tecnologia pode ser usada intencionalmente para amplificar a realidade, traz um novo fluxo, onde ideias humanas viram conceitos visuais em IA, experiências significativas no mundo real e transformam-se em compartilhamentos orgânicos e autênticos no digital. É a amplificação do conteúdo gerado pelo usuário (UGC), mas temperado por experiências sensoriais e emocionais.

  


Em resumo, o que este movimento deixa claro é que a IA será cada vez mais uma ferramenta de aceleração, um assistente criativo, mas que, no fundo, não substituirá habilidades tão humanas quanto a empatia e capacidade de conexão, impulsionadas pela característica que nos diferencia dos outros animais para além da capacidade de raciocínio: a criatividade; a habilidade de se criar, pela primeira vez, algo que nunca se viu antes.

Gabriel Ramalho

Ajudo empresas a transformarem seus desafios de marketing em estratégias práticas que geram resultado. Com mais de 15 anos de atuação, trabalho diretamente com decisores para estruturar marca, jornada, CRM, canais e vendas — sem enrolação, sem modismo, com inteligência aplicada ao que importa: performance e crescimento.

Gabriel Ramalho

Ajudo empresas a transformarem seus desafios de marketing em estratégias práticas que geram resultado. Com mais de 15 anos de atuação, trabalho diretamente com decisores para estruturar marca, jornada, CRM, canais e vendas — sem enrolação, sem modismo, com inteligência aplicada ao que importa: performance e crescimento.

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